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Três bairros do subúrbio sofrem com surto de chikungunya


Os bairros de Coutos, Alto de Coutos e São João do Cabrito, localizados no Subúrbio Ferroviário de Salvador, estão há meses sofrendo com o aumento de casos da febre chikungunya na região. O estado de surto foi confirmado nesta quinta-feira, 13, pela diretora da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Geruza Moraes.
Segundo dados da SMS, os casos começaram a chamar atenção desde o mês de maio. O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença, além da dengue e zika, em condições normais é de 1,0%. Geruza revelou que os bairros de Coutos e Alto de Coutos estavam atingindo, em média, o nível de 6,0%, enquanto São João do Cabrito chegou a 8,0%.
Ela informou ainda que os casos de chikungunya em na capital baiana aumentou desde o mês de abril, quando ainda havia controle no nível de infestação dos mosquitos. A partir de então, a cidade já atingiu 3,1%, que, segundo Geruza, está acima do esperado e é considerado grave.
Foram 171 casos suspeitos de chikungunya, sendo que, do total, 27 foram confirmados, enquanto os outros estão em investigação ou não puderam ser analisados.
Causas do surto
Questionada sobre os motivos que levaram ao surto nas três localidades, Geruza contou que a principal causa seria o armazenamento de água nas casas dos bairros, quando há interrupção no abastecimento de água, além da grande quantidade de lixo acumulado nos locais.
"Quando o fornecimento de água é interrompido, as pessoas acumulam a água em baldes pela casa, o que funciona como criadouro do mosquito. O acúmulo de lixo também é outro grande catalisador. Só no último final de semana, retiramos cerca de três toneladas de lixo da rua São Paulo, em São João do Cabrito".
Ações de combate à infestação
A Vigilância em saúde, junto com o Centro de Controle de Zoonoses e a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), têm realizado medidas para controlar o nível de infestação na região.
Entre as ações, estão inclusas visitas de agentes de saúde às casas das localidades afetas; eliminação dos criadouros com tratamento nesses bairros e em outras localidades próximas a eles; pulverização nos locais para matar os mosquitos já adultos; mutirão de limpeza; além da realização de palestras sobre a conscientização sobre a doença em escolas.
Chikungunya
A transmissão da doença é feita por meio da picada do mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectados. Ela pode se dá através da mãe para o feto ou recém-nascido, o que pode provocar infecção neonatal grave. Além da transmissão por transfusão de sangue, considerada rara. 
A doença pode persistir por até dez dias após o surgimento dos sintomas, que são parecidos aos da dengue: febre de início agudo, dores articulares e musculares, cefaleia, náusea, fadiga e exantema. A manifestação principal que difere essa enfermidade das outras são as fortes dores nas articulações, que, muitas vezes, podem estar acompanhados de inchaço.
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