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Novo míssil do regime de Pyongyang aumenta tensão na península coreana


A Coreia do Norte realizou nesta sexta-feira (28) um novo disparo de míssil balístico, segundo anúncio dos Estados Unidos, do Japão e da Coreia do Sul, sinalizando uma nova escalada na crise internacional com o regime de Pyongyang.
O Pentágono foi o primeiro a confirmar ter detectado o lançamento de um míssil balístico da Coreia do Norte. "Estamos avaliando a situação e nós teremos mais informações em breve", afirmou o porta-voz da Defesa dos Estados Unidos, o capitão Jeff Davis.
O lançamento acontece um mês após o primeiro teste bem-sucedido por Pyongyang de um míssil balístico intercontinental (ICBM) capaz de atingir o noroeste dos Estados Unidos, especialmente a região do Alasca. Esse sucesso tecnológico, alcançado em 4 de julho, quando é celebrado o Dia da Independência dos Estados Unidos, colocou o regime de Kim Jong-Un mais perto de seu objetivo: ameaçar o território continental norte-americano com artilharia nuclear.
Nada confirma que o míssil desta sexta-feira (28) seja intercontinental, mas autoridades dos EUA haviam descoberto, nos últimos dias, preparativos para um novo lançamento do míssil balístico.
Uma parte do Pentágono havia até mesmo previsto que o disparo aconteceria em 27 de julho, a data do armistício na guerra entre a Coreia do Norte e Coreia do Sul.
Ameaças intercontinentais
No Japão, um dos países mais expostos à ameaça da Coreia do Norte, o primeiro-ministro Shinzo Abe confirmou "ter recebido informações preliminares sobre um novo lançamento do míssil balístico norte-coreano." "É possível que ele tenha caído na nossa ZEE (zona econômica exclusiva) ", disse Abe, anunciando uma reunião do Conselho de Segurança Nacional japonês.
O porta-voz do governo japonês declarou mais tarde que o "míssil balístico lançado da Coreia do Norte voou por 45 minutos e caiu no Mar do Japão." Não houve, de acordo com o porta-voz, "danos em barcos ou aviões." As forças armadas da Coreia do Sul confirmaram que "o projétil disparado pela Coreia do Norte na sexta parece ser um míssil balístico", segundo a agência de notícias oficial. O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, também convocou uma reunião de emergência de sua equipe de segurança nacional.
Até agora, a estratégia dos Estados Unidos - seja na administração de Donald Trump ou na de Barack Obama - não rendeu frutos. Apesar de um reforço das sanções internacionais e da pressão da ONU sobre a China, o principal aliado da Coreia do Norte, o regime do líder Kim Jong-Un prosseguiu normalmente com seus programas militares balísticos e nucleares. Nas Nações Unidas, a embaixadora dos Estados Unidos, Nikki Haley, informou estar em contato com Pequim para impor novas sanções "mais duras" contra Pyongyang.
RFI
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