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APLB ESQUENTA GREVE: Paralisação nos dias 11 e 12 de julho

Os trabalhadores e trabalhadoras da Educação do município de Salvador, reunidos em assembleia na manhã desta quinta-feira, 06/07, no Ginásio dos Bancários, rejeitaram a contraproposta do Executivo Municipal e intensificaram a agenda de lutas, mantendo o estado de greve. Como preparação para a greve, a categoria fará uma paralisação de 48 horas nos dias 11 e 12 de julho (terça e quarta-feira). A paralisação consiste numa  advertência para que o Executivo Municipal apresente proposta de reajuste salarial, pois os direitos previstos no Plano de Carreira não substituem o reajuste.
A categoria analisou e rejeitou a contraproposta que o Executivo Municipal apresentou na terceira rodada de negociação, na noite da última terça-feira, 04/07, para a diretoria da APLB-Sindicato.
Foram apresentadas as seguintes propostas:
1) Concessão de um avanço na referência (2,5%) de forma automática, a partir de setembro + 5% (cinco por cento) sob forma de abono, só para o mês de dezembro (professores REDA seriam beneficiados apenas com o este abono); ou
2) Concessão de um avanço na referência (2,5%) de forma automática, a partir de setembro + publicação de mudança de nível para setembro.
Vale ressaltar que as propostas excluem aposentados e que o passivo das mudanças de nível (valores referentes a retroatividade do pagamento à data de entrada do processo)  não está em discussão no momento.
“Deixamos bem claro e foi reafirmado aqui na assembleia que nós não aceitamos trocar reajuste por direitos já contidos em nosso Plano de Carreira. Além disto, nós queremos isonomia de direitos, com atendimento integral para o quadro efetivo, os professores REDA e aposentados”, enfatizou a diretora da APLB Elza Melo.
Confira o que foi aprovado durante a assembleia:
1 – Rejeitar a proposta do Executivo Municipal, apresentada na terceira rodada de negociação;
2 – Reafirmar a continuidade das negociações;
3 – Manter o indicativo de greve;
4 – PREPARAR PARA A GREVE: Paralisação de 48 horas, nos dias 11 e 12 de julho | Assembleia no dia 18 de julho
Encaminhamentos:
Dia 7 de julho, nos três turnos: Realizar reunião nas escolas com os trabalhadores em educação para discutir propostas, com aulas de cidadania, e preparar a reunião com a comunidade escolar;
Dia 10 de julho (segunda-feira):
Nos três turnos: Reuniões com a comunidade escolar, com aulas de cidadania
14h: Representantes de escola e direção da APLB-Sindicato estarão na Câmara de Vereadores, ocupando a tribuna livre, para entregar manifesto dos educadores ao presidente da Casa, Léo Prates, para garantir a negociação com o Executivo Municipal;
Dia 11 de julho (terça-feira) | Primeiro dia de paralisação
Manhã: Manifestação em frente à SMED
Tarde: Vigília na Praça da Piedade a partir das 15h, juntamente com as centrais sindicais, para acompanhar a votação da Reforma Trabalhista
Dia 12 de julho (quarta-feira) | Segundo dia de paralisação
Manifestação em frente ao Shopping da Bahia (Iguatemi)
Outros encaminhamentos
  • Dia 20 de julho (quinta-feira): Segunda chamada de eleição de representantes nas escolas onde não foi realizada;
  • Intensificar a Campanha “A Escola que Temos A Escola que Queremos”: relatórios devem ser entregues até 12 de julho;
  • Preparar material de divulgação;
  • Intensificar a luta contra a Escola Sem Partido;
  • Realizar Seminário
  • Plenária com professores REDA
  • Ato sobre EJA: Curso de Formação sindical para representantes de escolas
Saiba como foi a assembleia da categoria
Com o Ginásio dos Bancários lotado, a assembleia dos trabalhadores em Educação foi inciada com a fala da diretora Elza Melo, sobre a conjuntura política atual, tanto no nível federal quanto no municipal. Da mesma forma que a APLB-Sindicato luta contra os desmandos do ilegítimo Michel Temer – que quer impor reformas retrógradas contra o povo brasileiro -, também denuncia a truculência e o autoritarismo do prefeito ACM Neto.
O descaso do prefeito em relação aos servidores foi ratificado pela vereadora Aladilce (PCdoB), que este presente na assembleia e revelou que a Prefeitura de Salvador possui condições financeiras de pagar o reajuste dos trabalhadores em Educação. “Fui da Comissão de Orçamento da Câmara e acompanho de perto os gastos do prefeito com os professores. Em 2016, foi previsto um orçamento de R$ 421 milhões, que aumentou para R$ 434 milhões. Mas só foram gastos R$ 416 milhões. Agora, a Prefeitura está planejando uma economia de R$ 10 milhões sobre seu orçamento, mas poderia ter pago o reajuste dos professores”, afirmou a vereadora.
Já o vereador Hilton Coelho (Psol) parabenizou a categoria pela participação na assembleia e ressaltou que os trabalhadores já deveriam ter recebido as concessões propostas pelo Executivo Municipal, uma vez que são direitos garantidos por lei.
Em seguida, os participantes inscritos expressaram o desejo de manter a paralisação de 48 horas e promover atividades envolvendo a comunidade escolar e a população em geral, para chamar atenção sobre a luta da categoria. A assembleia culminou nos encaminhamentos e na votação da categoria, que rejeitou a proposta do Executivo Municipal e reafirmou a agenda de luta.
O diretor da APLB, professor Marcos Barreto, destacou que “É importante ressaltar que a deliberação da assembleia deve ser mantida nas escolas. Não podemos admitir que após diversas reuniões, longas discussões e aprovação por votação aberta em assembleia, ocorram sub-reuniões nas unidades escolares para a tomada de decisões isoladas, pois estas ações sabotam a luta dos trabalhadores. Em vez disto, devemos mobilizar os colegas, promover a unidade e conscientização de toda a categoria”.
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