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Um terço das multas de trânsito é de reincidentes

Para cada três motoristas que são autuados por in frações de trânsito em Salvador, um já foi uma ou mais de quatro vezes autuados anteriormente.
Das 230.393 multas aplicadas entre janeiro e abril deste ano no trânsito da capital, 33,83% têm entre uma e quatro notificações anteriores e da frota cadastrada, que nos quatro primeiros meses do ano era de 872.684 veículos diversos, 15,94% já foram autuadas por infrações no trânsito.
A reincidência é um dos principais fatores para o elevado número de multas, uma vez que dos 47.075 motoristas reincidentes, nada menos que 9.178 acumulam mais de quatro multas no período.
As multas variam de três a sete pontos de perdas na carteira e chegando a 20 pontos no período de um ano,  o motorista perde o direito de dirigir e terá que se submeter a um curso de reciclagem para poder volta às ruas.
A situação se reveste ainda de maior gravidade quando se observa que das 230.393 multas aplicadas nos quatro primeiros meses deste ano, 71,64% delas foram flagradas por fotossensores (invasão de sinal) e por radares (velocidade acima do permitido), e 14,56% pelo hábito de dirigir falando ao celular.
As multas flagradas por fotossensores e radares  variam de R$ 88,38 com três pontos na carteira de Habilitação, para quem estacionar sobre a faixa de pedestres, a R$ 880,41 e sete pontos para o excesso de velocidade. No caso de quem for flagrado dirigindo falando ao celular a multa é de R$ 293,47 e perda de sete pontos.
Essa situação, como explicou o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, deve-se ao sentimento de impunidade que ainda persiste em muitos motoristas.
Ele explica que quem é flagrado por equipamentos eletrônicos  (radares e fotossensores) dificilmente têm como contra argumentar, uma vez que em ambos os casos são exibidas as imagens do flagrante da infração, horário e local. “Não existe indústria de multa, mas sim uma fiscalização rigorosa que flagra quem desrespeita as leis”, advertiu.
Conscientização
Atualmente em Salvador a fiscalização de trânsito funciona com o auxílio de 185 radares e fotossensores e cerca de 540 agentes de fiscalização.
A velocidade máxima permitida é de 80 quilômetros por horta em apenas duas avenidas, a Luís Eduardo Magalhães e a Luis Viana (Paralela). Nesta última, as vias marginais que têm traçado  em paralelo á via principal, têm velocidade máxima de 60 quilômetros.
O superintendente da Transalvador, Fabrízzio Muller, explicou que as vias marginais são sinalizadas, mas não existe a obrigatoriedade da indicação da localização dos radares.
Da mesma forma ele rebateu as argumentações de que a Prefeitura arrecada com as multas para aplicar o dinheiro em outros setores que não seja o trânsito. “Pela legislação do Conselho Nacional de Trânsito, todo o dinheiro arrecadado com as multas só pode ser aplicado em ações do trânsito, quer sejam da fiscalização ou educativa”, disse.
Atualmente as multas por ultrapassagem dos limites de velocidade variam de 130,16, considerada de natureza média, com perda de quatro pontos na carteira e podem chegar a R$ 880,41, considerada gravíssima, com perda de sete pontos na carteira, e são registradas pelos radares. Já as multas pelo uso do celular no ato de dirigir também são consideradas gravíssimas, com perda de sete pontos e custam ao infrator R$ 293,47.
Dentre as notificações mais freqüentes, cresceram também, as flagradas por equipamentos eletrônicos (radares e fotossensores) e o uso do celular ao volante respondem pela quase totalidade das infrações.
Tribuna
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