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Direto de Brasília:PDT, SD, PTB, PSB, PCdoB, PHS e Podemos formam novo centrão


Um novo bloco parlamentar começa a se consolidar na Câmara dos Deputados reunindo cerca de 120 parlamentares de pelo menos sete partidos (PDT, SD, PTB, PSB, PCdoB, PHS e Podemos). Os líderes do agrupamento vêm se reunindo desde que estourou a delação de Joesley Batista, dono da J&B, implicando o presidente Michel Temer (PMDB).
Embora a cassação da chapa Dilma e Temer via Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha perdido força nestes dias de julgamento – a expectativa atual é de um placar de 4 a 3 pró-Temer –, os deputados deste grupo parlamentar acreditam que a saída será política.
O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem conversado com alguns deputados o que gerou mal-estar com prepostos governistas, mas Maia não deve, conforme legisladores ouvidos pela reportagem do BNews no Congresso, acatar um dos 14 pedidos de impeachment. Ao menos, por agora não há esta previsão.
A aposta deste grupo que rechaça o rótulo de “novo centrão”, mas exerce o papel de um terceiro bloco tal qual o recém-extinto centrão, é de que novos fatos chegados ao Supremo Tribunal Federal (STF) farão com que a Câmara tenha que se pronunciar inevitavelmente. A expectativa é de que à luz de novos fatos, Temer vire réu e, portanto, tenha que ser afastado.
Eleições – Neste caso, a eleição indireta deve ser o caminho adotado. Maia tem se aproximado nos bastidores já a algum tempo de deputados que podem apoiá-lo. Contudo, tem procurado não deixar a digital exposta de forma muito evidente.
As conversas com estes agrupamentos, tal qual o novo centrão que prefere se denominar de aliança centro-esquerda, têm este pano de fundo. Numa eventual eleição indireta não está descarta, inclusive, a entrada de Aldo Rebelo como vice. Uma aliança improvável em tempos não muito antigos entre um representante do DEM e um PCdoB.
Como define um parlamentar ouvido pela reportagem com pedido de anonimato: estas costuras que parecem loucura não são descartadas em tempos que desafiam a sanidade de todos os cidadãos.
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