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Clube do interior processa Corinthians por calote pela 3ª vez em 2 meses; cobranças chegam a R$ 4 milhões

O Corinthians foi acionado na Justiça por falta de pagamento pela terceira vez nos últimos dois meses pela mesma equipe, o SEV Hortolândia. Na soma das cobranças, o time do interior de São Paulo já está pleiteando aproximadamente R$ 4 milhões.
O motivo, dessa vez, é a transferência do jovem Matheus Pereira ao Empoli, da Itália, em ação que pede R$ 2.484.893,58. A negociação ocorreu no meio do ano passado.
Ocorre que, na transferência que trouxe Petros ao Corinthians, o clube da capital cedeu 35% dos direitos econômicos decorrentes do vínculo esportivo mantido com Matheus, além de 25% de Walter.
Dessa forma, SEV Hortolândia menciona que o Corinthians havia, primeiro, vendido a preferência de compra à Juventus-ITA por 100 mil euros, além de, posteriormente, ter cedido o atleta ao Empoli por 2,4 milhões de euros (R$ 8 milhões), divididos em uma parcela de 1 milhão de euros e outras duas de 700 mil euros.
O SEV alega que o Corinthians já recebeu 1,7 milhão de euros pela transferência, mas não repassou 35% à equipe de Hortolândia, e é essa a cobrança que é feita na Justiça.
É a terceira acusação de calote do SEV Hortolândia contra o Corinthians em dois meses.
Primeiro, o time do interior foi à Justiça cobrar R$ 1.163.713,03 referente a uma parte da venda de Petros ao Betis, da Espanha, no meio de 2015. Isso ocorreu no começo do mês de abril.
Depois, em maio, o clube de Hortolândia procurou novamente o Judiciário, desta vez pedindo pouco mais de R$ 300 mil do Corinthians por conta da ausência de pagamento de uma parte do valor da negociação do zagueiro Vilson.
"A gente ainda não foi citado sobre esse processo (do Matheus Pereira), no momento certo vamos falar com o credor. Nas outras duas ações, já fomos citados", explicou o advogado corintiano Diógenes Mello à reportagem.
O Corinthians vem sofrendo inúmeras ações por calote em 2017, conforme antecipou vasta apuração do ESPN.com.br. Além dos três movidos pelo SEV, o Coritiba cobra R$ 1,3 milhão do Corinthians por atrasos na compra de Kazim - um acordo já foi engatilhado -, enquanto a Penapolense quer R$ 1,7 milhão por Marlone, hoje emprestado ao Atlético-MG.
ESPN mostrou também que o Corinthians possui o registro de 89 protestos em cartório por falta de pagamento, em pequenos calotes que ultrapassam a barreira de R$ 1 milhão. Entre os débitos estão inadimplemento na aquisição de espumas de carnaval, sprays de colorir, areia, grama, telhas, medalhas, troféus, alimentos, bebidas, entre dezenas de outros.
A reportagem publicou que o time do Parque São Jorge lidera o "ranking dos calotes" entre os grandes times brasileiros. 
ESPN
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