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H1N1 provoca 153 mortes no ano; casos no País crescem 47% em uma semana

O número de mortes provocadas por H1N1 aumentou 50% em uma semana e chegou a 153 óbitos, informou o boletim divulgado na manhã desta terça-feira (19) pelo Ministério da Saúde, com dados reunidos até 9 de abril.
No balanço anterior, foram contabilizadas 102 mortes por complicações provocadas por esse subtipo de vírus influenza. O ritmo do aumento de casos da infecção foi semelhante. Em uma semana, os registros de pacientes com a doença passou de 686 para 1.012, o equivalente a 47%. Uma ocorrência é importada, da França.
A alta no número de notificações foi identificada em todas as regiões do País. Sudeste segue em primeiro lugar, com 758 casos notificados – um aumento de 37% em relação ao boletim anterior. No Sul, foram identificados 133 casos, 95% a mais do que o identificado semana passada, quando 68 infecções haviam sido contabilizadas. No Centro-Oeste ocorreram 71 casos, e no Nordeste, 33. O Norte apresenta 16 registros de infecções.
Das mortes registradas, 103 foram identificadas no Sudeste. São Paulo, sozinho, respondeu por 91 dos óbitos da região. No Sul, foram 18 mortes – dez em Santa Catarina, seis no Rio Grande do Sul e duas no Paraná. No Centro-Oeste, foram contabilizadas 17 mortes, sendo que o  maior registro de mortes aconteceu em Goiás, com nove casos.
Técnicos da Vigilância das Doenças Transmissíveis ouvidos pelo Estado afirmam que os números apresentados no boletim, embora assustem à primeira vista, seguem o perfil esperado para a epidemia. A tendência é de que o número de casos continue a aumentar.
O fato de alguns Estados terem antecipado a vacinação contra influenza entre grupos de risco, segundo eles, não é suficiente para interromper o ciclo da epidemia em um período tão curto. A vacina começa a ter efeitos protetores duas semanas depois da aplicação.
Além disso, o principal objetivo da vacinação é evitar número de casos graves, complicações e óbitos. Tal impacto começará a ser notado nas próximas semanas, quando a cobertura vacinal entre grupos mais vulneráveis aumentar e o grupo já começar a apresentar maior proteção contra o vírus influenza.
Estadão
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