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Walter Pinheiro não vê clima para ficar no PT

O senador Walter Pinheiro está em vias de deixar o PT, partido onde se encontra há quase 30 anos. Publicamente, o congressista não confirma e evita falar sobre o assunto. No entanto, o senador Otto Alencar (PSD), com quem o petista teria conversado na última semana, confirmou a insatisfação de Pinheiro com a legenda. “A gente conversa muito. Agora, ele tem falado que está sem clima para continuar no PT”, afirmou.
Alencar negou, entretanto, que tivesse colocado o PSD como opção para o colega senador, mas fez questão de frisar, em conversa com reportagem da Tribuna, que não há empecilhos para uma eventual decisão do parlamentar pela sigla social-democrata. “A gente conversa bastante, mas fiz convite. Se ele quiser vir, será muito bem-vindo”, avisou o pessedista. 
A saída de Pinheiro do partido e a possível ida para o PSD nutriria uma estratégia da cúpula política do governo Rui Costa (PT), que teria oferecido todas as condições para o parlamentar disputar a prefeitura de Salvador no partido que achasse conveniente. Pinheiro já afirmou que não disputará nenhuma eleição pelo PT, mas deixou no ar a interpretação que o desafio é possível por uma outra sigla. 
O nome de Pinheiro no páreo pelo Executivo da capital baiana integraria o projeto do governo de ter diversas candidaturas na base aliada como estratégia para levar a disputa para o segundo turno contra o prefeito ACM Neto (DEM). Lá, as forças aliadas que disputaram o primeiro turno se uniriam em torno do “finalista”. Atualmente, já estão definidos como pré-candidatos o deputado estadual Sargento Isidório (Pros) e a deputada federal Alice Portugal (PCdoB). Visto como detentor de uma candidatura alternativa, o vereador Edvaldo Brito também já se colocou como pré-candidato à prefeitura, embora seu partido, o PTB, se encontre dividido entre apoiar Neto e o governador Rui Costa. 
O governador Rui Costa, que teria feito reuniões na tentativa de convencer Pinheiro a concorrer ao Executivo soteropolitano, disse na manhã de ontem, conforme publicado pelo site Bocão News, que pode apoiar o senador caso se filie ao PSD e aceite o posto de prefeiturável.
O acordo, que não foi confirmado pelo senador Otto Alencar, englobaria a ida de Pinheiro ao PSD apenas com a proposta de 2016, não passando por 2018, quando o congressista ainda do PT poderá tentar renovar o mandato para o Senado Federal. 
Decisão não foi oficializada 
No PT, a notícia de que Pinheiro poderá deixar a legenda para embarcar no PSD não foi oficializada ainda. Como frisou em outra ocasião, Everaldo Anunciação, presidente do partido na Bahia, reafirmou que a agremiação nunca foi procurada por Pinheiro para relatar insatisfação ou intuito de desfiliação.  
O destino partidário do senador passou a ser alvo de especulações desde que iniciou sua série de declarações dando conta de insatisfação com o PT e com a condução da política econômica do governo federal.
Em entrevistas e discursos feitos no plenário do Senado, o parlamentar faz questão de dizer que não concorda com algumas medidas do governo petista, a exemplo da proposta de recriação da Cobrança Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o que classificou como projeto que já chega ao Legislativo com “o filme queimado”.
Tribuna
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