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Idade mínima para aposentadoria estará em proposta de reforma da Previdência, diz Barbosa

O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, reiterou nesta segunda-feira o compromisso com a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida) equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e defendeu a reforma da Previdência, considerada "crítica". As declarações foram feitas em teleconferência com investidores realizada antes mesmo da sua posse, que ocorrerá às 17h.
Para o ministro, há um "consenso crescente" sobre a necessidade de inclusão do critério de idade na concessão de aposentadorias. Barbosa disse ainda que o governo quer não apenas mandar uma proposta ao Congresso Nacional, mas efetivamente aprová-la para tornar o sistema previdenciário mais sustentável.
Na teleconferência, o ministro reforçou que a direção da política econômica continua a mesma depois de ele assumir o comando da pasta no lugar de Joaquim Levy, com foco em ajuste fiscal e redução da inflação. O mercado tem tido uma reação negativa ao anúncio de seu nome para a Fazenda. Barbosa é visto como menos comprometido com o reequilíbrio das contas públicas.
A preocupação com um ajuste fiscal mais frouxo alimentava a alta do dólar e dos contratos de juros futuros nesta segunda-feira, com agentes apontando possível relutância do novo ministro em cortar gastos e aumentar impostos. Às 13h05, com alta de 1,42%, o dólar tinha atingido os 4 reais.
A respeito do câmbio, o novo titular da Fazenda afirmou que a ação do governo busca reduzir a volatilidade, apontando que o câmbio flutuante é melhor para absorver choques. Ele também defendeu as reservas internacionais do país, hoje na casa de 370 bilhões de dólares, como um seguro contra choques internacionais, avaliando que elas não devem ser usadas para financiar investimentos.
A escolha de Barbosa, anunciada na última sexta-feira, foi entendida como uma clara sinalização de que a presidente Dilma Rousseff pretende promover mudanças na política econômica. Barbosa tem um pensamento mais alinhado ao de Dilma, com maior foco na retomada do crescimento em meio ao agravamento da recessão e da crise política.
(Com Reuters)

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