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PSOL acusa Cunha de quebrar decoro ao mentir sobre contas

O PSOL decidiu entrar com uma representação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética da Casa, na próxima semana. O partido espera que o órgão apure se o peemedebista quebrou o decoro parlamentar ao negar, diante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que mantinha contas no exterior.
O pedido de investigação a ser apresentado pelo partido tem como base a informação prestada pela Procuradoria Geral da República (PGR) sobre a existência das contas na Suíça em nome de parentes de Cunha e cujo beneficiário é o presidente da Câmara.
A informação foi prestada pela PGR ao próprio PSOL em resposta ao questionamento enviado pelo partido na semana passada. Caso seja comprovado que Cunha mentiu em depoimento da CPI, o que configuraria quebra de decoro parlamentar, o presidente da Câmara poderá ser punido, inclusive com a cassação de seu mandato de deputado federal.
Quando prestou depoimento à CPI, Cunha negou ter contas no exterior e informou que tinha somente uma uma conta, no banco Itau, com saldo de cerca de R$ 21 mil.
O líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), apresentou a resposta da PGR, que atesta que Cunha é beneficiário de contas na Suíça bloqueadas em investigação sobre os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, nesta quinta-feira (8). O ofício ainda informa que, “no tempo oportuno, a PGR apresentará suas conclusões ao Supremo Tribunal Federal (STF)".
"Com este documento formal e oficial, temos plena condição de fazer essa representação na terça-­feira e convidamos outros partidos a fazer o mesmo", afirmou o líder do PSOL.
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