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Dilma pede diálogo com partidos e diz: "Temos um País para governar até 2018"

A partir desta segunda-feira (5), a presidente Dilma Rousseff tenta um período de trégua no meio do clima tenso com o Congresso. E, é claro, colocar em prática a estratégia de ajustar as contas públicas. 
Ao dar posse a dez ministros nesta segunda-feira (5), Dilma busca ajustar as despesas do governo e conter os rebeldes do PMDB e a crise institucional. Em seu discurso, além de agradecer quem deixa o governo, Dilma pediu aos ministros que mantenham uma relação de cooperação com políticos e com partidos – numa clara referência à concessão feita por ela ao PMDB, que ganhou mais participação e pastas mais relevantes após a reforma.
Dilma mostrou impaciência logo no começo da cerimônia ao corrigir algumas vezes o cerimonial do Palácio do Planalto, que erro ao nominar o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. "Eles insistem, eles insistem", reclamou a presidente ao se referir a troca na ordem do nome da nova pasta – Direitos Humanos apareceu antes das Mulheres.
A presidente assinou o termo de posse de todos os ministros e mostrou-se mais íntima e animada ao cumprimentar Jaques Wagner, Miguel Rossetto (que até beijou sua testa) e Aloizio Mercadante, que ganhou um forte abraço. Depois de destacar em seu discurso as funções prioritárias de cada pasta, Dilma deixou claro que vai brigar para ficar no cargo ao dizer: ""Temos um País para governar até 2018."
Com a reforma ministerial, foram extintos oito ministérios (de 39 para 31) e dez novos ministros foram empossados.
Assumem funções no governo federal ou trocam de pastas os seguintes ministros:
Casa Civil: Jaques Wagner (PT)
Iniciou sua militância na capital carioca no final dos anos 60, quando presidiu o diretório acadêmico da faculdade de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Vive em Salvador desde 1974, onde iniciou sua carreira profissional na indústria petroquímica. Foi deputado federal pelo Estado por três vezes (1990-2002) e governador da Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2014). Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi Ministro do Trabalho e Emprego (2003), da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (2004 -2005) e do Ministério das Relações Institucionais (2005-2006).
Ciência e Tecnologia: Celso Pansera (PMDB)
É graduado em Literatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pós-graduado em Supervisão Escolar. Em 1992, fundou a Frente Revolucionária, embrião do futuro PSTU. Em 2001, filiou-se ao PSB e passou a fazer parte da Executiva Municipal do partido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em 2007, assumiu uma diretoria na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e, no início de 2009, tornou-se presidente da Faetec, onde ficou até 2014. 
Em seu primeiro mandato como deputado federal (PMDB-RJ), Pansera é presidente da Comissão Especial de Crise Hídrica do Brasil, membro titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, além de suplente na Comissão de Educação.
Comunicações: André Figueiredo (PDT)
É deputado federal pelo PDT do Ceará, eleito em 2014, mas já exerceu o cargo de 2003 a 2007 e de 2011 a 2015.
Natural de Fortaleza, é advogado e economista. Filiou-se ao PDT em 1984 e entrou na vida pública em 1994 como subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Ceará. Também foi secretário do Esporte e Juventude do estado de 2003 a 2004. No Ministério do Trabalho e Emprego foi assessor especial em 2007 e secretário executivo de 2007 a 2010.
Defesa: Aldo Rebelo (PCdoB)
Escritor e jornalista, foi eleito seis vezes deputado federal por São Paulo pelo PCdoB. Foi presidente da Câmara dos Deputados e líder do governo e do PCdoB na Câmara. Em 2009, foi relator da Comissão Especial do Código Florestal Brasileiro e da Lei de Biossegurança.
Aldo Rebelo foi nomeado ministro do Esporte em outubro de 2011. ermaneceu no cargo até dezembro de 2014. Coordenou a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os preparativos para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Em dezembro de 2014, Rebelo foi indicado pela presidenta da República Dilma Rousseff para ocupar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Educação: Aloizio Mercadante (PT)
Deixa a Casa Civil. Graduado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Ciência Econômica e doutor em Teoria Econômica, é professor licenciado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Unicamp.
Filiado ao PT, foi eleito deputado federal em dois mandatos (1991-1995 e 1999-2003) e senador da República (2003-2011). Em 2006, foi candidato ao governo de São Paulo. Ocupou o cargo de ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação entre 2011 e 2012 e da Educação entre 2012 e 2014. Deixou o Ministério da Educação para assumir a Casa Civil.
Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos: Nilma Lino Gomes (sem partido)
Natural de Belo Horizonte, é pedagoga, professora Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisadora das áreas de Educação e Diversidade Étnico-racial, com ênfase especial na atuação do movimento negro brasileiro.
Foi a primeira mulher negra a chefiar uma universidade federal ao assumir, em 2013, o cargo de reitora pro tempore da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Também integrou, de 2010 a 2014, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, onde participou da comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros. Estava no comando da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República 
Portos: Helder Barbalho (PMDB)
É filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), um dos caciques do partido, e da deputada federal Elcione Therezinha Zahluth. Já foi vereador, deputado estadual e prefeito de Ananindeua (PA). Desde janeiro deste ano, ele ocupa o cargo de ministro da Secretaria de Pesca e Aquicultura.
Natural de Belém, Helder tentou eleger-se governador do Pará pela primeira vez em 2014, mas perdeu para Simão Jatene (PSDB). Formado em Administração, começou a carreira política há 15 anos, quando foi eleito o vereador mais votado de Ananindeua, com 4,2 mil votos. Em 2002, elegeu-se deputado estadual. Aos 25 anos, foi eleito o prefeito mais jovem da história do Pará. Em 2008, foi reeleito prefeito de Ananindeua. Helder é casado com a advogada Daniela Lima Barbalho e tem três filhos. É o presidente em exercício do PMDB no Pará.
Saúde: Marcelo Castro (PMDB)
É formado em medicina pela Universidade Federal do Piauí e doutor em psiquiatria. Filiado ao PMDB, construiu carreira política no Piauí e está no quinto mandato de deputado federal. É o atual presidente da executiva estadual do PMDB.
Foi eleito deputado estadual em 1982, 1986 e 1990. Ocupou a presidência do Instituto de Assistência e Previdência do Estado do Piauí e foi secretário de Agricultura do estado. Neste ano, foi relator da Comissão Especial para a Reforma Política, na Câmara dos Deputados, que ouviu parlamentares e especialistas para elaborar um relatório com a proposta de reforma política.
Secretaria de Governo: Ricardo Berzoini (PT)
Bancário, iniciou sua militância no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, em 1985. Foi fundador e primeiro presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).
Eleito deputado federal pelo PT quatro vezes (1998, 2002, 2006 e 2010), no final de 2005, foi eleito presidente nacional do partido. Em 2007, foi reeleito presidente nacional do PT. No governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi ministro da Previdência Social (2003-2004), quando esteve à frente da reforma da Previdência, e depois assumiu a pasta do Trabalho e Emprego (2004-2005).
Na gestão da presidenta Dilma Rousseff foi ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (2014). Berzoini tomou posse como ministro das Comunicações no início de 2015.
Trabalho e Previdência: Miguel Rossetto  (PT)
É formado em Ciências Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Foi vice-governador do Rio Grande do Sul, na gestão Olívio Dutra, e deputado federal pelo PT em 1994.
Em 2003, foi nomeado para o cargo de ministro do Desenvolvimento Agrário. Em 2006, Rossetto deixou o governo para tentar uma vaga no Senado, mas não foi eleito. Dois anos depois, assumiu a presidência da Petrobras Biocombustível, subsidiária da Petrobras.
Em março de 2014, foi nomeado novamente ministro do Desenvolvimento Agrário e deixou o cargo em setembro do mesmo ano para trabalhar na coordenação da campanha para a reeleição de Dilma. No segundo governo da presidenta Dilma Rousseff assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República.
Abaixo, as pastas em que os atuais ministros serão mantidos:
Advocacia Geral da União: Luiz Inácio Adams (sem partido)
Agricultura: Kátia Abreu (PMDB)
Aviação Civil: Eliseu Padilha (PMDB)
Banco Central: Alexandre Tobini (sem partido)
Comunicação Social: Edinho Silva (PT)
Controladoria Geral da União: Valdir Simão (sem partido)
Cidades: Gilberto Kassab (PSD)
Cultura: Juca Ferreira (PT)
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Armando Monteiro (PTB)
Desenvolvimento Social: Tereza Campello (PT)
Desenvolvimento Agrário: Patrus Ananias (PT)
Esportes: George Hilton (PRB)
Fazenda: Joaquim Levy (sem partido)
Integração Nacional: Gilberto Occhi (PP)
Justiça: José Eduardo Cardozo (PT)
Meio Ambiente: Izabella Teixeira (sem partido)
Minas e Energia: Eduardo Braga (PMDB)
Planejamento: Nelson Barbosa (sem partido)
Relações Exteriores: Mauro Vieira (sem partido)
Transportes: Antônio Carlos Rodrigues (PR)
Turismo: Henrique Eduardo Alves (PMDB)
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