Ad Home

Câmeras auxiliarão agentes a fiscalizar o trânsito e aplicar multas


Dentro de 30 dias, a Transalvador vai passar a utilizar câmeras de monitoramento para autuar motoristas que cometerem infrações no trânsito. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (1º) pelo superintendente da pasta, Fabrizzio Muller, durante o evento de lançamento do Núcleo de Operação Assistida (NOA). 
Desde junho, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) autorizou as prefeituras a iniciarem a prática, desde que sinalizem as vias que estão sendo fiscalizadas à distância por agentes de trânsito. Com a instalação do NOA, nesta quinta-feira, que conta atualmente com as imagens cedidas pela Secretária de Segurança Pública (SSP) capturas por 156 câmeras distribuídas pela capital, falta apenas a sinalização das ruas informando ao motorista da vigilância para que a Transalvador comece a multar através de videomonitoramento.
“Em 30 dias vamos ter as placas em cinco ou seis vias que serão sinalizadas inicialmente, a ideia é que esse número cresça gradativamente, estamos ainda estudando quais serão as primeiras”, detalhou o superintendente. Segundo Fabrizzio, o videomonitoramento em Salvador não será utilizado para fiscalizações que exijam aferição da velocidade ou medidas. “Não é que não tenha como, mas não temos segurança para dizer, por exemplo, que o motorista estacionou a mais de 50 centímetros do passeio, por exemplo”, ilustra. 
As câmeras têm mobilidade e são operadas na central que fica na sede da Transalvador, nos Barris, podem inclusive identificar motorista usando o celular. “(No período de teste) identificamos muitos casos de conversão proibido, ali na Vasco por exemplo muitos motoristas quebram irregularmente para ir para o Lucaia, estacionamento em passeio, fila dupla”, exemplifica. Apesar dos flagras, as multas só serão geradas após a sinalização.   
Durante o evento de lançamento do NOA, o prefeito ACM Neto destacou a colaboração da SSP com a cessão das imagens. Procurado pelo CORREIO, o órgão contou que pretende ampliar a parceria. “Temos a visão de que uma mesma câmera serve para vários trabalhos, tudo depende do olhar, que pode ser tanto para a segurança quanto para o trânsito, e o próprio trânsito não deixa de refletir na segurança da população”, comenta o superintendente de Gestão Tecnológica e Organizacional da SSP, coronel Marcos Oliveira.  
Altíssima resoluçãoConhecidas como câmeras Speed Dome, os equipamentos têm alcance em um raio de 300 metros em alta qualidade, podendo chegar até 400. “A transmissão é em altíssima resolução, com dois megas (megabyte). Consegue identificar muito bem placas de veículos e pode fornecer imagens inclusive para sistemas de reconhecimentos de placas”, detalha o coronel Oliveira.  
Segundo o coronel, se emprega na cessão de uso das imagens um princípio conhecido como de liderança servidora, o que garante a SSP prioridade no controle das câmeras em caso de uma ocorrência que demande o uso tanto para o trânsito quanto para a segurança. 
“As imagens são transmitidas, mas o armazenamento dela fica toda no storage (uma rede de armazenamento) da secretaria, se alguém precisa do histórico delas por causa de um acidente com ou sem vítimas solicita e a SSP e disponibilizamos em uma mídia”, explica. O coronel indica que o número de câmeras na cidade deve ser ampliado, lembrando da dificuldade que o órgão encontra para a instalação dos equipamentos na cidade. 
Sem contestaçãoA resolução de número 532 do Contran amplia a possibilidade do uso da câmeras para fiscalização de vias urbanas, que desde o final de 2013 já é autorizado pelo Contran em estradas e rodovias. Segundo a resolução, o motorista deve ser informado - no campo "observação da multa - que a infração foi constatada através de uma fiscalização remota.
Para a arquiteta e analista de trânsito e transporte Cristina Aragón, a medida tende a trazer benefícios. "Eu acho que a fiscalização sempre é positiva. A gente tem que ter fiscalização para garantir a segurança no trânsito, porque, realmente, a gente tem um histórico em que infração e violência no trânsito estão extremamente relacionados. Se o Contran regulamenta, eu acho, sim, muito positivo", disse.
Ela acredita que o videomonitoramento esteja até menos suscetível a brechas para contestação do que a autuação por um agente na rua. "Tem até menos brecha do que a ação humana, que é a palavra de um contra a do outro. O vídeo é um registro, é uma prova. Só é preciso ter cuidado com os casos de carros clonados, que são muitos. Aí cabe verificar sempre se o veículo autuado não possui queixa de clonagem", completou.
Correio
Tecnologia do Blogger.