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Rui Costa pode promover reforma administrativa ainda este semestre

O governador Rui Costa (PT) pode promover uma reforma administrativa em seu governo ainda este semestre, conforme confidenciou uma fonte governista. Ele já havia pensando em fazer pequenas mudanças em julho último, mas teria sido forçado a retardar o plano à espera de um desanuviamento no panorama político e econômico nacional. O objetivo é essencialmente ajustar a máquina do ponto de vista administrativo, uma verdadeira obsessão de Rui, na avaliação da mesma fonte, já que sob a ótica da política, segundo ela, o governo flui melhor do que o esperado.
A eventualidade de uma reforma pode afetar postos para onde foram indicados secretários que, segundo avaliações no governo, têm tido desempenho aquém do esperado. Estariam na lista nomes como Álvaro Gomes (Trabalho) e Nelson Pelegrino (Turismo). A atuação do primeiro tem sido considerada muito fraca, ao passo que contra o segundo pesa o fato de ter perdido muito tempo brigando com o presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, desentendimento que acabou se encerrando depois de cobrança do próprio governador, que ainda promoveu mudanças na estrutura da empresa de turismo para evitar choques de atribuições entre os dois órgãos.
Outro que não anda bem na fita é o secretário de Agricultura, o deputado estadual licenciado Paulo Câmara, indicado do PDT, que já teve que se afastar do cargo para se submeter a uma cirurgia de urgência. Desde o seu retorno, a produtividade da secretaria tem caído e, no governo, já há quem pense em sugerir que ele próprio solicite seu afastamento. A avaliação não é das melhores também sobre o secretário de Indústria e Comércio, João Leão, eleito vice-governador do Estado. Gente próxima a Rui adoraria que Leão escorregasse numa casca de banana para justificar seu pedido de demissão.
Mas, como se tivesse ciência de que não está em condições de criar nenhum tipo de marola, Leão tem feito a linha colaborador “bonzinho”. Situação pior do que a dele só mesmo a do secretário de Educação, Osvaldo Barreto. Herança do governo passado e petista histórico, Barreto parece não ter entendido o lugar de prioridade que Rui quer imprimir à pasta. Em menos de oito meses de gestão, o governador já visitou quase 110 escolas em todo o Estado, pedindo providências para todas elas e indicando que gostaria de ver uma revolução no setor que o secretário não parece ter levado ainda em plena consideração.
Outro que está conseguindo se segurar no governo é o titular da Administração, Etelvino Góes, muito por força da relação que possui com o secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, figura que está na outra ponta da avaliação no governo como um dos quadros mais respeitados e fortalecidos pelo próprio Rui. O governador também anda satisfeitíssimo como Fábio Villas Boas (Saúde), que ainda por cima é seu cardiologista particular, apesar de considerar que delegou ao amigo pessoal uma das tarefas mais difíceis da administração.
Cresceu também em conceito no governo o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa. Antes de assumir o governo, Rui chegou a pensar em substituir Barbosa, mas hoje acredita que o secretário incorporou o espírito do governo e a redução dos índices de homicídios está entre os itens que mais tem fortalecido ele. Indicado do senador Otto Alencar (PSD), o secretário Marcos Cavalcanti (Infraestrutura) é considerado “um craque” no governo. É a mesma expressão que usam para designar o secretário de Comunicação, André Curvello, praticamente uma unanimidade. Jorge Portugal (Cultura) melhorou muito na percepção da administração.
TRIBUNA
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