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Ricardo Teixeira nega corrupção e diz: "fui o ganhador da seleção"

Ex-presidente da CBF é investigado no escândalo da Fifa e pelo acordo assinado com a Nke em 1996


O ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, negou que ser um dos beneficiários de um esquema de pagamento de propina na Fifa. O cartola está sendo investigado pela polícia federal dos Estados Unidos, o FBI. Teixeira foi o responsável por assinar o contrato com a fornecedora de materiais esportivos Nike. O acordo também é investigado pela polícias americana e brasileira.


"Se envolve o contrato da Nike, quem assinou o contrato da Nike fui eu. Então não adianta ficar tapando o sol com a peneira", disse o ex-presidente em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
Ricardo Teixeira deixou o comando da CBF em 2012, após pressões do governo brasileiro e da Fifa. Seu sucessor, José Maria Marin, está preso em Zurique, na Suíça, desde que foi detido em hotel, dias antes da reunião que selou a reeleição do presidente Joseph Blatter para mais um mandato na entidade. Ele é acusado de corrupção no futebol e lavagem de dinheiro e teve a extradição para os Estados Unidos pedida pela Justiça americana.
A Justiça dos Estados Unidos investiga os pagamentos feitos pela Nike à CBF em 1996, como os 40 milhões de dólares depositados em uma conta bancária na Suíça em nome de uma empresa brasileira de patrocínio esportivo como 'despesas de marketing', que não estavam no acordo inicial.
Questionado se estava arrependido de ter deixado a CBF, Teixeira afirmou que não poderia ter continuado no comando da entidade por conta de problemas de saúde. Em 2013 ele precisou passar por uma cirurgia de transplante de rins, no hospital Albert Eistein, em São Paulo.
"E segundo, você sabe melhor do que ninguém, vocês podem fazer as críticas que quiserem a mim, mas, sem brincadeira, eu fui "O" ganhador da seleção brasileira. Não dá para esconder isso. Por quê? Porque eu estava presente. Isso tudo iria acabar", disse o cartola.
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