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Lucro do Itaú cresce 22% no 2º tri, para R$ 5,98 bi

O Itaú Unibanco reportou um lucro líquido de 5,98 bilhões de reais no segundo trimestre deste ano, resultado 22,1% superior à do mesmo intervalo do ano passado, de 4,89 bilhões de reais. Ante o primeiro trimestre, houve elevação de 4,4%. O resultado atual veio em linha com as expectativas do mercado. Segundo o Itaú, o crescimento é resultado de uma maior margem financeira com clientes e também do desempenho da operação de seguros.
A carteira de crédito total do Itaú Unibanco encerrou junho com saldo de 566,55 bilhões de reais, retração de 2,1% ante a cifra de março, de 578,59 bilhões de reais. Em um ano, quando os empréstimos somavam 518,42 bilhões de reais, foi identificada elevação de 9,3%.
Em ativos totais, o Itaú Unibanco somou R$ 1,23 trilhão de reais ao final de junho, aumento de 10,7% perante o mesmo intervalo do ano passado, de R$ 1,11 trilhão de reais. Na comparação com março, foi vista queda de 5%. Com isso a instituição mantém a condição de maior banco privado do país mesmo após a compra das operações no Brasil do HSBC pelo Bradesco.
Já o patrimônio líquido do Itaú totalizou 100,711 bilhões de reais de abril a junho, aumento de 17,1% em 12 meses e de 3,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
No primeiro semestre, o lucro líquido do Itaú ficou em 11,71 bilhões de reais, aumento de 25,7% ante um ano, de 9,31 bilhões de reais.
Inadimplência - O índice de inadimplência do Itaú Unibanco, que considera os atrasos acima de 90 dias, interrompeu uma sequência de 11 trimestres de queda ao final de junho. O indicador subiu 0,3 ponto porcentual na comparação com março, para 3,3%. Em um ano, porém, os calotes tiveram recuo de 0,1 ponto porcentual.
O aumento da inadimplência foi motivado, conforme o Itaú, principalmente pelas pessoas jurídicas. "No trimestre, houve aumento no indicador de grandes empresas, concentrado em grupos específicos. No segmento de micro, pequenas e médias empresas houve redução no período", explica o banco.
Expectativas - Em relatório, o banco manteve suas projeções de desempenho para 2015. A expectativa do Itaú é de que sua carteira de crédito total cresça de 3% a 7%. Já as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, devem ficar entre 15 bilhões e 18 bilhões de reais. As despesas não decorrentes de juros, segundo o Itaú, devem aumentar de 7% a 10% neste ano.
Estadão
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