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Dança de cadeiras tende a fortalecer o prefeito ACM Neto

A dança das cadeiras na Câmara Municipal de Salvador, com pelo menos 12 dos 42 vereadores prontos para mudar de partido, deve aumentar a base do prefeito ACM Neto, tido como um dos mais bem avaliados do Brasil. A mudança acontece num cenário em que a administração municipal tem realizado diversas obras pela cidade, ganhando a admiração de lideranças políticas e, consequentemente, levando muitos vereadores a buscarem uma aproximação com o gestor de olho na permanência na Casa legislativa em 2016.
Líder do governo na Casa, o vereador Joceval Rodrigues (PP) acredita que a tendência de mudanças de muitos vereadores é fruto da boa administração, à qual eles não querem ser contrários. “O povo está mais atento às movimentações políticas e se você tem um prefeito que faz uma boa gestão, isso repercute e o vereador não quer ficar contrário a isso. A população pede ao vereador que esteja  junto ao projeto bem- sucedido”, afirma.
 Atualmente, a base do governo conta com 28 vereadores, após a saída de Kiki Bispo e Beca do PTN, que a nível estadual está aliado ao governador Rui Costa. No entanto esse número pode aumentar caso os chamados independentes resolvam se aliar a Neto, conforme tem sido previsto nos bastidores políticos. Para Joceval, a adesão à base do prefeito parte do princípio de que Neto tem resgatado a autoestima da população soteropolitana. “O processo que se iniciou com a gestão do prefeito de resgate  à autoestima dos soteropolitanos repercute nos vereadores”, disse ele. Questionado sobre o atual número de edis na base governista, ele disse que está sendo averiguado. “A base está aberta para quem quiser vir”, desconversou.
Os que estão para se mudar são os ex-petenistas Kiki Bispo e Beca, os ex-petistas  Carballal  e J. Carlos Filho; Duda Sanches (PSD); Leandro Guerrilha (PSL), Sabá (PRB), Tiago Correa (PTN), Euvaldo Jorge (PP), Antônio Mário (PSB), Paulo Magalhães Júnior (PSC) e Atanázio Júlio (PTN).
Segundo Euvaldo Jorge, seu destino ainda não está selado, mas há uma insatisfação com o PP. “Estou analisando todos os fatos,  tô meio chateado pela falta de participação que eu tenho no partido, não estou sendo consultado pra nada, não tenho participação em nada”, contou.  O atual pepista afirmou, no entanto, que ainda há uma discussão em curso sobre a possibilidade de sua saída. “A gente está pensando, quero conversar com a direção do partido pra saber qual a intenção deles  para a candidatura a prefeito. Eu estou vendo a novidade de  que Isidório pode ir pro PP e eu não fui consultado sobre isso. Isidório me telefonou e disse que não podia conversar com ele porque na decisão do partido municipal tem que ser consultado”, analisou.
 Questionado se apoiaria o deputado Isidório, caso ele ingresse no PP, a prefeito de Salvador conforme o parlamentar almeja, Euvaldo foi enfático em pronunciar o nome do prefeito de Salvador. “Meu candidato é ACM Neto. É bobagem nesse momento ficar contra. Neto está bem e Rui também. Quando tem algo que dá certo, tem que apoiar”. Kiki Bispo admite que não se sentia confortável na oposição na Câmara, até mesmo porque “seu eleitorado o viu pedir votos para ACM Neto. “É uma questão de rearrumar a casa. O meu projeto político foi feito ao lado do prefeito. E essa guinada do partido (PTN) com o governo do Estado trouxe uma frustração e perda de identidade.  O meu eleitorado me viu pedir votos ao prefeito, ele mesmo estava cobrando esse retorno, então foi questão programática”, avaliou.
Leandro Guerrilha, por sua vez, disse que no momento não tem a intenção de sair do partido, mas que há uma inclinação para a base do prefeito. “Da minha parte não há insatisfação nenhuma, do partido não tenho o que dizer. Sobre apoiar Neto, o PSL ainda está conversando”, desconversou. 
Oposição – Para o líder da oposição na Câmara, Suíca (PT), a guinada de edis para a bancada do governo não vai enfraquecer a base oposicionista. “Do ponto de vista do quantitativo, com relação de força, a gente não vai ganhar para 32. Mas do ponto de vista do debate a gente costuma ter a mesma linha, com debate qualificado, mas com relação de força real, a gente tem que nos desdobrar para não perder de tudo”, assumiu.
Tribuna
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