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Conheça os efeitos do álcool para o seu coração

Da dose certa ele até pode trazer benefícios, mas o exagero é encrenca na certa.



MdeMulher
Você costuma tomar bebida alcoólica? Das 5.318 participantes da pesquisa Sinta Seu Coração, 65% responderam não. O estudo, realizado pelas revistas SAÚDE e CLAUDIA em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e apoio da Nestlé, é considerado um dos maiores levantamentos sobre o estilo de vida das brasileiras e também mostrou que apenas 2% delas ingere álcool diariamente.
Embora o vinho e a cerveja sejam apontados como aliados das artérias, é bom deixar claro que as vantagens estão atreladas a um conjunto de hábitos. “Os benefícios ficam evidentes dentro de um contexto saudável”, avisa o cardiologista Luiz Antônio Machado César, do Instituto do Coração, na capital paulista.
A Dieta do Mediterrâneo é sempre um bom exemplo nesse sentido. No cardápio, além do vinho, há um considerável espaço para hortaliças, frutas, grãos integrais e peixes, sem contar que os povos que vivem naquela região costumam praticar atividades físicas, ou seja, uma série de medidas que blindam o peito. Não faltam trabalhos mostrando que aquela população é protegida contra males como o infarto e o acidente vascular cerebral, o derrame.
Além desse conjunto de atitudes, a quantidade ingerida faz toda a diferença para a saúde. “O exagero no álcool está relacionado a uma porção de doenças, inclusive, a insuficiência cardíaca”, ressalta o médico. O excesso é sinônimo de encrenca na certa.
Os especialistas recomendam o máximo de 2 ½ taças de vinho para os homens e 1 ½ taça para as mulheres por dia. Quanto à cerveja, o ideal é não ultrapassar duas latas para a turma do sexo masculino e 1 lata para a ala feminina. “Essa diferença se dá porque elas possuem quantidade menor de uma das enzimas que metaboliza o álcool no estômago e por isso são mais suscetíveis aos efeitos”, explica.
Com a devida parcimônia é possível usufruir de um conjunto de substâncias que atuam nos vasos. “Os flavonóides do vinho tinto previnem a oxidação do colesterol”, revela. Ou seja, ele ajuda a evitar que a temida gordura se deposite nas paredes das artérias. Nessa família de compostos o destaque vai para o resveratrol, mas há ainda a quercetina que começa a ganhar espaço nas pesquisas. Já a cerveja oferece antioxidantes e vitaminas do Complexo B que também são protetoras do coração.  Mas, vale frisar outra vez, o recomendável é não extrapolar nos copos, pois o tiro vai acabar saindo pela culatra.

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