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Recuperação da Praça Irmã Dulce anima comerciantes na Cidade Baixa


Como raios de sol, os bons fluidos da Bem Aventurada serão espalhados pelo mundo. Essa é a ideia por detrás do trabalho de paisagismo realizado na Praça Irmã Dulce, que ocupa o antigo Largo de Roma, com inauguração marcada para o próximo dia 15, ainda não confirmada pelo governo (a Conder fala em primeira quinzena de janeiro). Os comerciantes das redondezas demonstram ter fé na luz que vem chegando no largo, o qual passou anos largado às traças, e estão investindo em seus empreendimentos. “Esperei oito anos por isso”, diz o comerciante Eziel Freitas.

Proprietário da lanchonete Casa do Hot Dog, ele conta, olhando para o rosto gigante de Irmã Dulce, feito pelo artista plástico Bel Borba, que persistiu mais do que outros comerciantes locais. “Muitos desistiram”, conta. E motivos não faltaram. Freitas contas que nesses oito anos a lanchonete foi assaltada sete vezes. E não era somente a violência que circundava a praça, cujo nome oficial era Praça da Bandeira, que impedia a prosperidade do comércio local. “Saneamento também. Toda vez que chovia, o largo ficava cheio de água”, conta.

Sua fé na Praça Irmã Dulce se manifesta em investimentos que estão sendo preparados para a sua lanchonete. “Vou mudar toda a estrutura e dar uma melhorada no visual”, disse, acreditando que os anos de escuridão do largo estão com os dias contados. A reforma da lanchonete ainda não foi iniciada devido às marcas desses anos. “Como o movimento era muito fraco, fiquei com muitas pendências com a Superintendência de Controle e Ordenamento do Solo do Município (Sucom), mas já estão sendo sanadas”, conta.

Segundo os comerciantes locais, a praça foi fechada três vezes nos últimos quatro anos, desde que iniciaram as promessas das autoridades administrativas da cidade sobre uma suposta revitalização. Enquanto isso, viciados em crack e mendigos tomaram a praça. Uma pequena reforma foi realizada entre esses anos, mas segundo os comerciantes locais, nada merecedor de registro.

Para Jaime Leandro, funcionário, há 22 anos, da CPA Comercial de Peças para Autos, a praça já está mudando o ânimo dos comerciantes da região. “Só em estar mudando o ambiente, faz uma grande diferença. A imagem do largo estava muito ruim, as pessoas já estavam com medo de passar por aqui, o que afetava os negócios”, disse.

Centenário
O turismo religioso, que vem crescendo no santuário e no memorial de Irmã Dulce, também vai ser impacto positivamente, segundo a assessoria das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). A expectativa é grande em relação à praça, principalmente porque este ano, no dia 13 de março, a beata, cujo processo de canonização está em andamento, completa cem anos de nascida. A ideia é fazer da praça mais um ponto de visitação para os fiés. A OSID espera também que o novo equipamento venha oferecer maior segurança aos turistas.

A Praça Irmã Dulce não tem nada a ver com a antiga Praça da Bandeira (Largo de Roma). Se trata, agora, de um círculo plano, arborizado e com um projeto paisagístico simples, mas cheio de simbologia. A ideia é que a escultura de Bel Borba, localizada no lado da praça mais próximo do memorial e santuários da freira, localizados a cerca de 70 metros de distância, seja o centro de onde raios de luzes estão sendo emanados praça afora. Pérgulas feitas em Eucalipto também fazem parte da paisagem, que será cercada por gradis metálicos nos quais se vê círculos de onde saem raios, como sois.
Tribuna
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