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Elefantes no Parque Nacional do Rio Chobe, em Botsuana, no sul da África. (Foto: Marcelo Fabricio/VC no G1)

A África pode perder 20% de seus elefantes nos próximos 10 anos se o ritmo atual da caça continuar, alerta um relatório, dedicada à sobrevivência dos paquidermes.

Em declaração feita em conjunto pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a Conservação sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e Fauna Selvagens (Cites) e a organização de defesa ambiental Traffic, as organizações apontam que os elefantes sofrem os efeitos da caça furtiva.

"Na África Central, os elefantes sofrem plenamente os efeitos da caça furtiva, mas no que se refere à importância da caça ilegal em todas as sub-regiões, até as maiores populações do sul e leste da África enfrentam um risco, se a tendência não for revertida", indicaram.

"A caça ilegal de espécies na África atinge números muito elevados e pode levar à extinção local, se o atual ritmo continuar. A situação é particularmente preocupante na África Central, onde estima-se que a taxa de caça é duas vezes maior do que a média continental", disse John Scanlon, secretário-geral da Cites.

Espécies em risco
Em uma população de elefantes estimada em 500 mil na África, cerca de 25.000 foram mortos por caçadores em 2011 - um ano horrível para os elefantes, segundo ambientalistas, e 22 mil em 2012.
O aumento da caça furtiva nos últimos anos parece ser devido, principalmente, à pobreza e aos déficits de governança nos países de origem dos elefantes, assim como a crescente demanda por marfim, especialmente China e Tailândia, explicam as organizações.

"O comércio ilegal de marfim em 2011 chegou ao maior nível em pelo menos 16 anos e continuou a níveis inaceitáveis em 2012. Segundo os indicadores preliminares, o comércio ilegal poderia atingir valores ainda maiores em 2013", lamentaram.

Representantes dos países de origem dos elefantes, de trânsito e consumidores de marfim, que vão tentar adotar 'medidas concretas para acabar com o comércio ilegal e preservar populações inteiras no continente africano', de acordo com os organizadores da conferência, a IUCN e o governo de Botswana.
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