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Preços de 21% dos produtos subiram na 'Black Friday', mostra Provar

Entre itens avaliados, apenas 9,53% ficaram mais baratos.
Quem esperou para comprar depois pode ter se beneficiado.

Movimentação de consumidores na loja do Extrana região oeste de SP, durante a madrugada. O hipermercado iniciou a promoção Black Friday à 0h desta sexta-feira.  (Foto: Avener Prado/Folhapress)

 A "Black Friday", dia de descontos que o Brasil importou dos Estados Unidos, teve mais preços subindo que caindo, mostrou uma pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar), em conjunto com a Íconna Monitoramento de Preços no E-commerce.

A entidade avaliou cerca de 1,3 mil produtos, incluindo lavadoras, fogões, notebooks, TVs, games e livros. Entre os itens pesquisados, 21,4% tiveram alta de preços na Black Friday, que aconteceu no último dia 29. Por outro lado, apenas 9,53% dos produtos ficaram mais baratos. A média de alta dos preços ficou bem próxima da média de queda, de 10,12% e 10,96%, respectivamente.

Como resultado, a média de preços dos produtos pesquisados passou de R$ 1.202,68 antes da promoção para R$ 1.220,87 na "Black Friday". Apesar disso, o levantamento aponta que houve produtos com redução de até 47,09% no preço na data.

 Quem esperou para comprar depois, no entanto, pode ter sido beneficiado. A média de preços no período seguinte, segundo o Provar, ficou em R$ 1.201,87, com uma redução média de 8,39% nos preços. Nos dias que se sucederam à "Black Friday", 22,56% dos itens avaliados tiveram queda de preços, enquanto 6,8% tiveram alta.

Reclamações
Realizada no final de novembro, a "Black Friday" deste ano bateu recorde de reclamações, segundo o Reclame Aqui. Foram 8,5 mil queixas dos consumidores, uma alta de 6,2% em relação às 8 mil registradas no ano passado.

Em 2012, o evento ganhou o apelido de “Black Fraude” e o slogan-piada "a metade do dobro" depois de suspeitas de que alguns varejistas teriam inflado os preços para forjar descontos maiores. Também houve relatos de vitrines virtuais fora do ar e dificuldades para finalizar compras. O episódio resultou na notificação de grandes companhias pela Fundação Procon-SP
G1
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