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Algumas mudanças devem ser feitas no sistema da NSA, diz Obama


Barack Obama durante discurso nesta sexta-feira (20) na Casa Branca (Foto: SAUL LOEB / AFP)
Antes de partir para o Havaí para sua pausa para férias, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama fez um discurso nesta sexta-feira (20) na Casa Branca avaliando o ano de 2013 e falando das previsões para 2014.
O presidente Barack Obama tentou encontrar um meio termo para a prática de vigilância realizada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) e disse que está analisando todo o relatório divulgado na quarta-feira pelo comitê da Casa Branca e que algumas verificações são necessárias no sistema.
"Nós estamos avaliando todas as recomendações que foram feitas". Obama disse que alguns lotes de dados telefônicos coletados por agências de inteligência poderiam ser mantidos por empresas privadas, em vez de o governo dos EUA, como forma de recuperar a confiança dos norte-americanos no programa.
Obama destacou que ainda não foram tomadas decisões sobre como controlar a segurança da "esteira de vazamentos" feita por Snowden e que isso ainda vai levar semanas para ser decidido. Obama frisou que os Estados Unidos precisam dos dados coletados pela NSA, mas que tais informações devem ser recolhidas com "freios e contrapesos"."Não podemos desativar unilateralmente", disse Obama.
O presidente disse que vazamentos feitos por Edward Snowden causaram"danos desnecessários" para capacidades de inteligência dos Estados Unidos e se recusou a
 discutir a possibilidade de um perdão presidencial ou anistia para refúgio do ex-técnico da CIA.
O presidente também disse em seu discurso que o ano de 2013 foi um ano que gerou milhares de postos de trabalhos no país.
"Em 2013, nossas empresas criaram mais de 2 milhões de postos de trabalho, somando-se a mais de 8 milhões em apenas nos últimos 45 meses. Esta manhã, ficamos sabendo que durante o verão a nossa economia cresceu em seu ritmo mais forte em quase dois anos".
Obama ressaltou que mais de meio milhão de pessoas foram matriculadas no Obamacare através do site HealthCare.gov nas primeiras três semanas dezembro.
"Então, ao todo, milhões de americanos, apesar dos problemas com o site, estão agora prestes a ser abrangidos pela qualidade dos cuidados de saúde a preços acessíveis", disse ele.
Obama, entretanto, assumiu toda a culpa da várias falhas do sistema healthcare. "Desde que eu estou no comando, nós estragamos tudo".
Entretando, ele também disse acreditar "que 2014 pode ser um grande ano para os americanos", principalmente em relação ao setor econômico e com os dado positivos recentes sobre o emprego e o produto interno bruto (PIB).
"Estamos nos aproximando do próximo ano, com uma economia que é mais forte do que no ano passado, e eu acredito firmemente que pode ser um ano de recuperação para os EUA", disse Obama
EM relação novamente ao setor de meprego, ele disse que iria trabalhar na criação de mais postos de trabalho e as habilidades de construção e educação para os trabalhadores, para que famílias de classe média pode ter melhores oportunidades.
"Acho que 2014 deve ser um ano de ação. Nós temos mais trabalho a fazer sobre o emprego".
Obama também citou sistema de imigração do país, como a necessidade de trabalho. "A reforma da imigração é a legislação mais importante" que eu quero "ver aprovada este ano que vem". O projeto de lei, que já foi aprovado por uma maioria bipartidária no Senado, ficou preso na Câmara dos Deputados, maioria republicana.
Em relação a sua popularidade, o presidente americano reconheceu os "altos" e "baixos" este ano, especialmente com o Congresso, mas repetiu por várias vezes que ele não negociará com o Congresso sobre o aumento do teto da dívida.
"Não é algo que é um instrumento de negociação. Não é a alavancagem", disse ele, dizendo a repórteres em uma entrevista coletiva que não espera um impasse sobre a questão.
"Eu tenho que presumir que as pessoas não são loucas o suficiente para começar tudo aquilo de novo", disse Obama.
A conferência de imprensa marcau o fim do ano mais difícil de Obama como presidente, quando ele viu sua queda de popularidade para os níveis mais baixos. Ele também apareceu ao público dois dias após o lançamento de um relatório elaborado por um painel de revisão da Casa Branca, que pediu uma variedade de garantias e limites em um programa de vigilância da Agência de Segurança Nacional.
G1
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