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Superlotação no posto de Pernambués deixa usuários e funcionários insatisfeitos

A unidade atende pacientes de outros bairros de Salvador e até da Ilha de Itaparica.
Criado para atender principalmente os moradores de Pernambués, o Centro de Saúde Dr. Edison Teixeira Barbosa acaba atendendo uma grande demanda de pacientes de diversos bairros de Salvador e até mesmo da Ilha de Itaparica. A superlotação deixa usuários e funcionários da unidade insatisfeitos.
Para José Lopes Morais, ajudante de pedreiro, que faz consultas com um nutricionista mensalmente, a superlotação atrapalha o atendimento, o único problema da unidade de Pernambués. “Se não viesse gente de outros bairros pra cá, com certeza o atendimento seria bem melhor. É muita gente que não é daqui, mas fica sabendo da qualidade do serviço e procura esse posto” afirma. Segundo José, o posto é essencial para a comunidade do bairro.

A coordenadora de enfermagem da unidade, Jocelina Araújo, confirma o fato relatado pelo usuário. “Já veio gente até da Ilha de Itaparica para ser atendida aqui. Nossa demanda é aberta, não podemos deixar de atender ninguém. E como o atendimento é feito por ordem de chegada, quem chega primeiro é atendido, independente de onde more”. Jocelina Araújo critica ainda a postura de alguns pacientes. “Muitas pessoas, marcam suas consultas e nem sequer aparecem no dia. Assim ocupa a vaga de uma outra pessoa que quer realmente ser atendida”.


De acordo com os funcionários do posto, a maior demanda externa são de pacientes do bairro de Tancredo Neves. Cerca de 30% dos atendimentos realizados na unidade de Pernambués são de moradores do bairro vizinho. A Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) desconhece o motivo do deslocamento dos pacientes e afirma que o posto de saúde do Beirú/Tancredo Neves opera sem restrição no atendimento.

A dona de casa, Fabiana de Jesus, critica o fato de não ser dada nenhuma preferência aos residentes do bairro. “Pernambués é um bairro muito grande. Eu mesmo, moro um pouco distante daqui e tenho que acordar de madrugada, correndo risco de assalto, para chegar antes de uma pessoa de fora”, relatou.

O setor ambulatorial do posto inicia as atividades às 6h30 e o atendimento é feito por ordem de chegada até às 17h30. São realizadas, diariamente, 130 consultas diárias, com senhas preferenciais para idosos e gestantes.
Emergência
Além do setor ambulatorial, no Centro de Saúde Dr. Edison Teixeira Barbosa, em Pernambués, funciona o setor de Pronto Atendimento (PA), que também é alvo de queixas de superlotação dos usuários e funcionários. Com cerca de 450 atendimentos por dia, as demandas são diversas e de todas as partes de Salvador. 

Para a supervisora Ana Angélica, muitos pacientes não sabem identificar casos emergenciais. “Recebemos muitas pessoas aqui no setor com demanda ambulatorial. Por isso, o atendimento é demorado e causa insatisfação”. Segundo Ana, muitos pacientes  sofrem acidentes próximo ao bairro onde residem e ainda assim são levadas para a unidade de Pernambués. “Como o nome já diz, pronto atendimento. Então, se é emergência vamos atender. Agora cabe à população, saber diferenciar o que realmente é para ser atendido com urgência”.

A supervisora alerta que casos de emergência são aqueles considerados com risco de morte. Dores, mal estar, incômodo, entre outros, são casos para o ambulatório, que devem ser consultados por um médico clínico.

O Centro de Saúde
Dentre os procedimentos realizados pelo Centro de Saúde Dr. Edison Teixeira Barbosa, estão exames laboratoriais, raio x, eletrocardiograma, preventivo, curativo, teste do pezinho, pré-natal, planejamento familiar, assistência a pacientes com tuberculose e dentista. A unidade também conta com o programa Hiper Dia, que atende exclusivamente a pacientes hipertensos e com diabetes.
O posto, administrado pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), conta com quatro médicos clínicos, quatro pediatras, dois dentistas, dois ginecologistas, oito técnicos de enfermagem e um nutricionista, além de uma ambulância de pequeno porte. Segundo Jocelina, o quadro seria suficiente se atendesse somente os moradores do bairro. “Nosso quadro consegue atender a todos que comparecem, ninguém fica sem receber atendimento, mas se a demanda fosse menor, somente para os moradores do bairro e outros próximos, os transtornos também seriam bem menores”, enfatizou.






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