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Primeiro debate entre candidatos é marcado por críticas a João Henrique

No primeiro bloco, os candidatos responderam a uma mesma pergunta, elaborada pela produção, em uma ordem previamente sorteada.
Os seis candidatos à prefeitura de Salvador participaram na noite desta quinta-feira (2) do primeiro debate televisionado destas eleições, organizado e exibido pela Band Bahia. Estiveram presentes ACM Neto (DEM), Rogério da Luz (PRTB), Mário Kertész (PMDB), Márcio Marinho (PRB), Hamilton Assis (PSOL) e Nelson Pelegrino (PT). A diretora de jornalismo da Band, Silvana Oliveira, mediou o debate.

No primeiro bloco, os candidatos responderam a uma mesma pergunta, elaborada pela produção, em uma ordem previamente sorteada. Eles foram questionados sobre qual pode ser considerado o maior problema de Salvador e como, e em quanto tempo, resolveriam esse problema se eleitos.

As críticas à atual gestão do prefeito João Henrique (PP) já começaram a surgir nesse primeiro momento. ACM Neto declarou que o principal problema de Salvador é a "falta de ordem". "Salvador precisa de um prefeito que coloque ordem na casa. Esse é o primeiro passo. Um prefeito que chame para si a responsabilidade", disse, elencando problemas na saúde pública e na educação. "Essa cidade precisa voltar a ter respeito".

O candidato Da Luz escolheu o trânsito como o problema mais urgente da cidade hoje. "O trânsito a cidade hoje está parecendo um coração infartado precisando fazer ponte de safena". Ele prometeu construir 40 km de aerotrem nos 4 anos de governo.

Mário Kertész se classificou como "ouvidor da cidade" por conta de seus 18 anos no rádio ouvindo reclamações da população. "Nos últimos 3 anos, essa reclamação passou a ser pedido de socorro", disse. Ele destacou estar na "maturidade da idade da vida" e suas experiências anteriores na prefeitura para dizer que tem condições de governar Salvador.  "Em 180 dias a cidade estará totalmente limpa, com seus canteiros, avenidas e tudo funcionando. Em 1 ano teremos um hospital militar. Em 6 meses começaremos o projeto de Cajazeiras, que vai beneficiar 700 mil habitantes", prometeu. "O que Salvador viveu e vive ainda nesses 8 anos é realmente lamentável", disse, alfinetando os outros candidatos que apoiaram ou estiveram na base da administração de João. "Dessa família eu não participei".

Márcio Marinho também insistiu que Salvador "precisa na verdade de um gestor". "Temos problemas de mobilidade urbana, problemas na educação, problemas na saúde, problemas na segurança, problemas na atração do turista para nossa cidade", criticou. Por fim, Hamilton Assis disse que o principal desafio à frente de Salvador será "desprivatizar a prefeitura". 

Perguntas trocadas e promessas
Nos segundo e terceiro blocos, foi a vez dos candidatos trocarem perguntas - cada prefeiturável só podia ser escolhido uma vez. Os prefeituráveis aproveitaram a oportunidade para falar mais de suas propostas.

Márcio Marinho prometeu colocar mil câmeras "em pontos estratégicos de Salvador". Nelson Pelegrino falou sobre a necessidade de se revitalizar os trens do Subúrbio Ferroviário e integrar os trens com outros sistemas de transportes. Ele também prometeu tratar os servidores públicos com "carinho e parceria", minimizando a greve dos professores da rede estadual, citada por adversários. "Vários governadores tiveram problemas com os professores".

"Promessas são de políticos, eu sou analista de sistemas, sou de execução", garantiu Da Luz, dizendo que vai montar "uma tropa de elite" de técnicos para ajudar no governo caso seja eleito. Mário Kertész ironizou a promessa do candidato do PRTB de investir em um aerotrem. "Eu pensei que essa história tinha morrido", disse. "Eu já fiz muita coisa aqui, não sou de prometer, não", disse ainda o peemedebista. "Fez muitas coisas e deixou de fazer outras", criticou Da Luz. Kertész também voltou a criticar João Henrique, classificado de "completamente inapto, inepto e incompetente".

ACM Neto falou sobre a importância de descentralizar a administração da cidade para levar a prefeitura, e os serviços públicos, para mais perto dos bairros. "Nós vamos andar essa cidade, vamos governar Salvador do lado do problema, do lado do povo", disse, defendendo que existam prefeituras nos principais bairros da cidade.

O candidato do DEM também defendeu que Salvador "ande com suas próprias pernas" e não dependa exclusivamente de apoio dos governos estadual e federal. "Espero que o discurso do medo, e até mesmo da chantagem, não prevalesça", disse, salientando que o povo pode escolher por um prefeito que não seja alinhado politicamente ao governador Jaques Wagner e à presidente Dilma Rousseff. "Até porque ninguém vai perseguir Salvador", acredita. Kertész discordou e disse que por mais republicanos que sejam os governadores, nenhuma cidade consegue passar sem apoio estadual e federal.

No quarto bloco, os candidatos responderam, também por sorteio, a perguntas de representantes da sociedade. Por fim, o último bloco trouxe as considerações finais dos prefeituráveis.





Fonte: Ibahia
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