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Ginasta estranha liberdade após quase dez anos sob vigilância

Com o fim da seleção permanente de ginástica artística feminina, Laís Souza aprende a viver sozinha.

Ir ao banco, resolver problemas no Poupatempo, tomar decisões por conta própria...As tarefas são normais para qualquer adulto, mas para a ginasta Laís Souza, de 23 anos, nem tanto. “Toda hora preciso pedir ajuda aos meus pais, que moram em Ribeirão Preto e até para minha irmã menor, de 19 anos”, contou.


 Essa “inexperiência” com os problemas do dia a dia ocorre porque Laís viveu quase dez anos sob a guarda da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), em Curitiba, na seleção brasileira permanente de ginástica artística.


“Com uns 11 anos, saí de Ribeirão e fui com outras meninas treinar em São Caetano do Sul. Fiquei um ano lá e depois fui para Curitiba, integrar a seleção permanente”, lembra. Em 2001, a CBG contratou o treinador ucraniano Oleg Ostapenko. Cabia a ele a escolha das meninas que iriam treinar e morar juntas, no centro de treinamento em Curitiba. Laís foi escolhida e ficou lá até 2008, quando a seleção permanente foi desfeita e as ginastas voltaram a treinar em seus clubes.


“Foi difícil me acostumar (com a vida nova), mas amadureci muito. Hoje moro sozinha, tenho que ir pagar minhas contas, resolver meus problemas...Antes eu não tinha que fazer essas coisas”, lembrou a ginasta, que tinha 19 anos quando a seleção permanente foi desfeita.


Para Laís, a liberdade tem o lado bom e ruim. “Antes era tudo muito vigiado. Mas com o fim da seleção permanente, abriu demais, ficou até largado. No começo, estranhamos, acho até que atrapalhou um pouco. A gente precisa de cuidado por parte da Confederação”, reclamou.


A ideia de treinar no clube agrada. Laís compartilha a tese de que é importante as atletas top estarem perto das ginastas mais novas. “Elas se espelham na gente, se esforçam mais, ficam motivadas. Quando existia a seleção permanente, eles selecionavam algumas para treinar lá e descartavam outras. Muitas até desistiram da ginástica”, lembrou.




Fonte:  IG
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