Ad Home

Susto após comemorar gol do Flamengo faz baiano perder 30 kg

Edmundo sentiu forte dor no peito durante final do Brasileirão.
Com reeducação alimentar, ele chegou a emagrecer 9kg em 2 semanas.
Edmundo - VC no Bem Estar (Foto: Arquivo pessoal)Edmundo com o filho antes de emagrecer e depois, com 30 kg a menos. "Ganhei confiança e segurança", conta 
Viciado em massas e doces, o baiano de 35 anos Edmundo Borges Ferreira Júnior quase chegou aos 100 kg. Em 2010, com 99 kg na balança, um início de um problema de saúde fez com que ele tomasse uma decisão: emagrecer.

O alerta aconteceu durante o jogo da final do Campeonato Brasileiro de 2009, entre Flamengo e Grêmio, no Maracanã. Flamenguista doente, Edmundo estava assistindo ao jogo pela televisão e, ao comemorar o gol do time do coração, sentiu uma dor forte no peito.

“Descobri que estava com a pressão muito alta e tive que começar a tomar remédio”, lembra.
Natural de Camamu, no sul da Bahia, Edmundo se mudou com a esposa para São Mateus, no Espírito Santo, em 2005. “Depois que eu casei, engordei. Quando me mudei, engordei ainda mais. Eu tinha uma falta de percepção corporal e não me achava gordo”, conta o técnico judiciário, que, depois de comprar um espelho grande para o quarto, tomou um susto com o que viu. “Bateu um desespero”, lembra.

Os amigos baianos sempre fizeram piadas em relação ao peso e à barriguinha de Edmundo.
“Eu tinha que aturar a gozação, me chamavam de gordo. As pessoas eram irônicas, me enchiam e faziam piadas de mau gosto”, recorda.

Mesmo após a mudança de cidade, ele continuou visitando a família uma vez ao ano em Camamu. “Todo dia 31 de dezembro tem a festa da Romaria na cidade e eu sempre fui. Lá que tinha mais gozação”, conta.
Decidido a mudar, Edmundo começou a correr diariamente no calçadão junto com um amigo e cortou de vez os doces, as massas e o refrigerante. O resultado foi imediato: em duas semanas, ele perdeu 9 kg.

“A perda de peso me animou e eu continuei. Tomava muito líquido e comecei a correr até nove quilômetros por dia”, lembra. O emagrecimento continuou e, em quatro meses, Edmundo perdeu 30 kg. “Fiquei muito magro e com medo porque não sabia se tinha feito certo, se era normal perder tanto peso em pouco tempo”.
A primeira visita à nutricionista foi aos 69 kg. “Ela me disse que não era normal emagrecer tanto tão rápido e me recomendou fazer musculação e diminuir a corrida. Passei também a me alimentar melhor, de três em três horas”, lembra o baiano.

Preconceito

Antes de emagrecer, além das piadinhas que ouvia dos amigos da Bahia, Edmundo também sofreu com o preconceito nas lojas de roupas.
“Eu usava tamanho GG ou XG e às vezes os vendedores não me atendiam direito”, lembra. Em dezembro de 2009, ao visitar uma loja junto com a esposa, a vendedora ofereceu cinco peças “com má vontade”, segundo o baiano. “Demorei umas quatro horas na loja porque era muito difícil encontrar roupa”, conta.

Com a nova aparência, ele resolveu voltar à mesma loja e, coincidentemente, a mesma vendedora estava lá. “Ela não me reconheceu de primeira. Quando se lembrou quem eu era, ficou boquiaberta e eu senti o prazer de pedir uma roupa tamanho P”, conta Edmundo, feliz. “Fiquei muito feliz, era uma nova vida”, avalia.

No ambiente de trabalho, ele usava roupas sociais e, conforme foi emagrecendo, as roupas foram ficando largas. “Joguei tudo fora e comprei roupas novas. Quando cheguei ao trabalho, todos tomaram um susto”, conta aos risos.

Fonte: G1BA

Tecnologia do Blogger.