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Manchas na pele após o verão

Qual o melhor tratamento: peeling químico, mecânico ou a laser?
PeelingM-Shutterstock_Images

Com o fim da estação mais quente do ano, chegou a hora de correr atrás para “apagar” as manchinhas na pele que insistem em aparecer por causa da exposição (exagerada ou não, né?!) ao sol. Entre os tratamentos estéticos mais comuns, o peeling é uma das opções. Jean Vrabic, especialista em Fisioterapia Manipulativa, do Espaço Maxima, de São Paulo, explica que esse procedimento usa ácidos ou outros cremes manipulados, com o auxílio ou não de aparelhos. Ele pode ser de efeito superficial, médio ou profundo, de acordo com o grau da mancha, a causa do seu aparecimento e as características da pele de cada pessoa. “Quanto mais profundo, mais tempo demora para haver a recuperação da pele, mas também os resultados são bastante evidentes”, explica a fisioterapeuta dermatofuncional, Marcela Rodrigues.

Para suavizar as marcas do sol, ele é uma alternativa. Segundo a fisioterapeuta da Clínica de Estética Dr. Alan Landecker, Maira Ramalho, a procura por esse procedimento nesta época pós-verão aumenta. São três tipos:


Peeling químico 
São aplicados ácidos (como o retinoico, mandélico e glicólico, por exemplo) que variam em tipo, porcentagem e pH, de acordo com o grau da mancha. “Durante o processo, ocorre uma destruição da camada superficial, média ou profunda da pele, que sofre uma escamação, eliminando células mortas e dando lugar a uma cútis nova, livre de rugas, manchas, acne e outras imperfeições”, explica o especialista Jean Vrabic. Também pode ser feito em casa, com o uso de cremes, porém com menor concentração de ácido.

> Recomendação: a partir de três sessões, com intervalo de 20 a 30 dias, “desde que não sejam usados ácidos que causem efeito muito profundo”, explica Maira.


> Pós-tratamento: Marcela diz que a pele fica levemente avermelhada e, dois ou três dias após o peeling, começa uma descamação fina que dura de três a cinco dias. “Os resultados começam a ser percebidos logo após a primeira sessão. Com o fim do tratamento, há melhora da textura, coloração, uniformidade da pele, atenuação das manchas e até de rugas superficiais”, comenta. Para potencializar o efeito do peeling químico, a fisioterapeuta dermatofuncional, Camila Pinto, recomenda associá-lo ao mecânico. Mas isso somente pode ser feito após avaliar a pele e o grau de profundidade da mancha.

Peeling mecânico 
O tratamento retira a camada superficial da pele por meio de cristais de óxido de alumínio (conhecido com peeling de cristal) ou de ponteiras diamantadas (que lembram o formato de uma caneta) ligadas a um aparelho que gera sucção na pele. Na sequência, segundo Camila, é recomendável uma hidratação profunda para completar o peeling. Jean também cita o peeling ultrassônico, que limpa profundamente com um aparelho de última geração.

> Recomendação: no mínimo, três sessões, com intervalo de 15 a 30 dias entre elas, dependendo da combinação do peeling com outro procedimento ou com uso de dermocosméticos.

> Pós-tratamento: os resultados podem ser percebidos desde a primeira sessão e os efeitos são mais visíveis quando combinados aos ácidos ou vitamina C.

Peeling a laser (ou físico) 
Diferentemente dos dois tipos anteriores, que podem ser realizados em clínicas de estética por fisioterapeutas, esse só é realizado por médicos dermatologistas, e consiste na emissão de laser para retirar as camadas da pele, causando descamação para renovar as células e também desacelerar a produção de melanina (pigmento que determina a cor da pele, pelos e cabelos).


> Recomendação: indicado em caso de manchas mais profundas. Deve ser aplicado mensalmente ou com intervalo de seis meses entre as sessões, conforme o laser utilizado. O tratamento também pode ser realizado em melasma (manchas acastanhadas que aparecem por causa de fatores hormonais, exposição solar, tendência genética e características raciais, normalmente no rosto, nas têmporas e na testa).

> Pós-tratamento: o resultado pode ser visto a partir da primeira sessão, após ocorrer a descamação ou a implosão da melanina no interior das células. “O excesso de uso pode fragilizar a pele e causar manchas”, alerta Maria.


Contraindicações e cuidados 
Peelings são contraindicados para quem está grávida. Segundo Camila, para as futuras mamães, é preciso verificar com o ginecologista se é recomendado e qual o tipo de tratamento estético é o melhor.
“E se a pele ficar muito inflamada ou ressecada após o procedimento, pode ser utilizado um hidratante específico, para evitar a sensação de ardor e repuxamento. Nos casos de um tratamento mais profundo, o procedimento deve ser realizado por um médico dermatologista”, reforça Maria.

E como retira o “manto protetor” da pele e a deixa mais vulnerável aos raios solares, a diretora do Babele Spa, de São Paulo, Ronite Benabou, lembra que é obrigatório o uso de bloqueador solar durante e após o tratamento. Colocar chapéu e evitar a exposição ao sol são cuidados essenciais que devem ser adotados por quem faz peeling, mesmo nesta época do ano, em que o sol parece ser mais fraco.

Peles morenas e negras também precisam de cuidado especial. Camila explica que, com o peeling, peles mais escuras podem produzir mais melanina e aparecerem muitas manchas. E vale destacar: todo e qualquer procedimento estético deve ser feito com orientação de um profissional.


Fonte: Revistashape
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