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Inibidor de apetite pode desencadear transtornos psíquicos

Sibutramina pode causar surto maníaco principalmente em pacientes bipolares.

Ricardo Duarte / Agencia RBS
Sibutramina não deve ser indicada para pacientes bipolares ou com histórico de transtornos alimentares.
Além das restrições para indicação da sibutramina a pessoas com problemas cardíacos, existem também contraindicações de caráter psiquiátrico. Isso ocorre porque, de acordo com o médico Cristiano Brum, o medicamento pode desencadear transtornos psíquicos em pessoas com predisposição ou ainda piorar um quadro que já existe.

— A sibutramina pode causar o que chamamos de surto maníaco ou hipomaníaco. Os efeitos são mais comuns em pacientes que apresentam bipolaridade, mas qualquer usuário pode apresentar os sintomas — explica o psiquiatra.

A crise psíquica é caracterizada por um comportamento de euforia ou irritabilidade constantes, redução da necessidade de sono, agitação, fala e pensamentos acelerados e distração. O efeito está relacionado com o aumento da concentração de serotonina e noradrenalina (neurotransmissores que têm relação com o humor) proporcionado pela sibutramina.

Segundo Brum, se algum desses sintomas surgirem durante o uso do remédio, é necessário procurar um especialista que possa avaliar se o comportamento tem ligação com a medicação.

— Os médicos que prescrevem este medicamento devem fazê-lo com cautela e responsabilidade. É necessário, além da avaliação física, conhecer o histórico emocional do paciente — alerta.

Além disso, a sibutramina também é contraindicada para pessoas que já tiveram transtornos alimentares, como bulimia e anorexia e que, consequentemente, já apresentam problemas em relação à alimentação.

O mito da pílula milagrosa
O especialista destaca ainda que o paciente que vai tomar o medicamento deve estar ciente de que ele não faz milagres.

— As pessoas hoje em dia acham tudo muito fácil e acreditam que uma pílula mágica vai fazê-las perder peso. Isso não existe, ela vai ter que mudar os hábitos — afirma.

Conforme o psiquiatra, os pacientes precisam saber que vão ter que superar esse "sofrimento", essa mudança. Desse modo, o tratamento tem mais possibilidades de ser eficaz.


Fonte: BemEstar
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