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Conheça as diferenças entre os tipos de adoçantes, suas origens e contraindicações

Foi-se o tempo em que usar adoçantes era um hábito exclusivo de diabéticos. Atraídas pela ideia de substituir o açúcar (o grande vilão das dietas) por um equivalente docinho e livre de calorias, cada vez mais pessoas têm optado pelos adoçantes na hora de tomar o cafezinho ou preparar a sobremesa. E as prateleiras dos supermercados estão cheias de produtos light que prometem sabor mil e caloria zero. Com tamanha oferta de adoçantes e produtos industrializados à base deles, surgem as dúvidas: os adoçantes são todos iguais? Fazem mal à saúde? Têm o mesmo sabor que o açúcar? Segundo a nutricionista Sonja Salles, da consultoria de reeducação alimentar Nutrinew, os adoçantes podem ser naturais ou artificiais. E os pertencentes a essa última categoria, como o aspartame, a sacarina e o ciclamato de sódio — devem ser evitados:         — Essas substâncias são nocivas à saúde. O ciclamato de sódio, por exemplo, que está presente em adoçantes e refrigerantes zero, foi proibido nos Estados Unidos por estar ligado ao surgimento de câncer. Recomendo o uso da sucralose, que é extraída da cana de açúcar, não tem calorias e não prejudica a saúde — explica a especialista.
Confira, ao lado, as diferenças entre os tipos de adoçantes mais comuns, suas origens e contraindicações.

Adoçantes naturais

Frutose - É encontrada nas frutas e no mel e possui sabor mais doce que o açúcar. Contém calorias e eleva os níveis de açúcar no sangue. Por isso, os diabéticos devem consumi-la com moderação.

Esteviosídeo - É extraído da stevia rebaudiana, uma planta nativa da América do Sul. Tem um sabor próximo ao do açúcar e é encontrado em fórmulas de adoçantes, achocolatados e gelatinas. Não possui calorias e não altera o nível de açúcar no sangue, sendo permitido para diábeticos.

Sorbitol - É encontrado em algumas frutas, como a maçã e a ameixa, e em algas marinhas. Possui valor calórico e não é recomendado para diabéticos. É mais utilizado em chicletes, balas e biscoitos. Tem ação laxativa.

Adoçantes artificiais

Aspartame - Tem grande poder adoçante (200 vezes superior ao açúcar). Não contém calorias e seu uso é permitido para diabéticos. Tem um sabor semelhante ao do açúcar e é encontrado em produtos adoçantes, refrigerantes e doces. Embora algumas pesquisas associem seu uso à ocorrência de câncer e Mal de Alzheimer, não há comprovação científica.

Sacarina - Criada em 1879, ela é sintetizada a partir do ácido toluenossulfônico, derivado do petróleo. Está presente em refrigerantes zero e produtos adoçantes. Deixa um sabor residual amargoso e metálico, mas não contém calorias e pode ser usada por diabéticos. Por conter sódio, é contraindicada para hipertensos. Pesquisas associavam o uso da sacarina ao surgimento de câncer, mas sem evidências conclusivas.


Ciclamato de sódio - Provém do ácido ciclo hexano sulfâmico, derivado do petróleo. Assim como a sacarina, não possui calorias e pode ser usado por diabéticos, mas também é contraindicado para hipertensos. É encontrado em refrigerantes zero e adoçantes. Pesquisas científicas apontam que o consumo de ciclamato pode causar câncer e tumores, e por conta disso, disso foi proibido em países como EUA, Japão e França.

Sucralose - É extraído da cana de açúcar e modificado para não ser absorvido pelo organismo humano. Tem um sabor similar ao do açúcar, não contém calorias, não causa cáries, não eleva a glicemia, podendo ser consumido por diabéticos, gestantes e hipertensos. É vendido como produto adoçante e está presente em alimentos de baixa caloria.


Fonte: Extra.Globo
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