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A Mudança do Garcia mudou.


Tradição de protesto popular e irreverência vai perdendo espaço para os políticos a cada ano. Nesta edição, deu PT e PCdoB na cabeça

A tradicional Mudança do Garcia, manifestação popular conhecida por levar críticas do povo ao poder público no carnaval de Salvador, vai perdendo força e seu sentido a cada ano. A reportagem do Bahia 247 acompanhou a caminhada e, assim como nos últimos anos, foi perceptível que hoje são os próprios políticos quem fazem “protesto”. A presença do PT e do PCdoB foi maciça. Críticas ao governador Jaques Wagner (PT) foram raras e fracas. Já o prefeito João Henrique (PP) – que está sentado na cadeira tão cobiçada pelos deputados Nelson Pelegrino (PT), Alice Portugal (PCdoB) e Cia. –, não foi poupado.

O vereador Alcindo da Anunciação (PT), conhecido por sua postura “polêmica”, fez um comentário muito sábio com a reportagem. Apesar de hoje ser petista, o parlamentar avaliou que “a Mudança do Garcia só era boa quando a direita, o carlismo estava no poder. Mas por quê? Porque quem estava lá na manifestação era exatamente PT, PCdoB, PDT e demais partidos de esquerda. Hoje o protesto acabou. Você não vê uma central sindical na caminhada”, reclamou Alcindo.

Faltaram protestos, mas o que não faltou (nem um pouco) foi gente querendo promoção pessoal. Além de Pelegrino e Alice Portugal (pré-candidatos à Prefeitura do Salvador), estavam na Mudança figuras como o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli, que retornou à Bahia na semana passada para ocupar uma secretaria no Estado e ser treinado como possível candidato de Jaques Wagner em 2014. Vereadores e deputados da chamada “esquerda” também fizeram parte da caminhada.

Gabrielli continua dando uma de bom moço e diz que não é hora de falar em 2014. Ele quer apenas ajudar a Bahia. “Precisamos antes de tudo auxiliar o governo estadual e continuar com as ações do partido na região nordeste, isso será muito importante”.

Quem também marcou presença foi a deputada estadual e primeira-dama de Camaçari, Luiza Maia (PT). Ela aproveitou ‘a “manifestação popular” para chamar atenção e pedir apoio público para pressionar os colegas de parlamento a aprovar o projeto de lei de sua autoria que proíbe o poder público de contratar bandas que toquem músicas degradantes à figura feminina.

Luiza Maia puxou o “Bloco Antibaixaria”, que, segundo ela, reuniu “centenas de pessoas” vestidas com camisetas lilás. “Conseguimos levar nossa mensagem para milhares de pessoas. Além disso, a aceitação foi muito grande. A grande maioria dos populares manifestaram apoio”, comemorou a deputada.

Fonte: NoticiasdaBahia
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